2026 aprontou mais uma; Final do semestre e um replanejamento (mais calmo dessa vez)

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Olá, pessoal! Como vão? Eu espero que bem!
Único mês do ano que eu consigo passar por aqui duas vezes e costuma ser uma postagem mais tranquila e sem muita coisa para contar... Só que dessa vez, a vida quis me dar outro capote daqueles! 2026 não está sendo fácil amigues!
As preocupações da Anelise do futuro - ops, de agora - não tem nada a ver com as provas e nem com o 3º bimestre. Pois é, não rolou no colégio para mim!
O dia do aniversário do blog e quando postei aqui também foi o dia da última aula que eu dei por lá. Eu entrei de recesso e estava bem feliz de conseguir descansar finalmente e quem sabe agora do jeito que eu merecia e estava precisando, porque eu tive minhas férias interrompidas em Janeiro.
A coordenação ainda cobrou algumas últimas coisas e eu acabei levando os diários para poder deixar tudo certo quando fosse o pré-conselho de classe; só que nem isso consegui fazer!
Na terça-feira, recebi uma mensagem do DP pedindo que eu passasse lá no dia seguinte. Isso foi umas 15h, então imaginem a ansiedade que eu fiquei por quase 24h inteiras (marcaram para eu ir às 14h) e descobrir que na verdade era para assinar a minha dispensa. Ter que passar por essa sensação toda novamente e sentir que eu parece que eu fiz tudo errado e ter que recalcular a rota toda de novo em meros seis meses. O desespero de ter que pagar as contas; o medo de não conseguir trabalhar de novo; pensar no que vou ter que fazer daqui para frente. Foram muitas sensações para processar ao mesmo tempo e a primeira coisa que eu queria fazer era chorar e me esgoelar inteira!
Eu lembro que eu falei em alguns lugares - certeza que por aqui também - de que eu tinha a sensação de que seria um trabalho de transição, só não pensei que fosse ser tão rápido assim. Eu tinha estimado talvez um ano, mas seis meses realmente não esperava! Interrompeu o ciclo de uma forma abrupta e nem quero ver na semana que vem - que vai ser o retorno dos alunos - quando eles perceberem que não estou mais lá!
Fica também uma sensação de injustiça enorme, pois as percepções que eu tenho é de eu realmente não me adaptei e não atendi expectativas que não me foram informadas. Alias, muitas coisas que aconteceram por lá acaboram que eu nem comentei para poder evitar problemas... Se bem que eu os tive mesmo assim!
Não sei exatamente o que foi, pois eu não tive abertura para poder pedir um feedback honesto. Sinto só que realmente a minha forma de trabalhar era muito diferente do que achavam que eu devia fazer.
Começou com algumas coisas que eu falei sendo tiradas de contexto e lançadas da forma que as pessoas queriam falar e/ou entender. Engraçado que eu sabia que era com uma turma só, porque eu lembro as coisas que saem da minha boca!
Depois foi a história do instagram, que passei para alguns alunos - nunca tive problema com isso - e uma das coordenadoras quase mandou, ou melhor, foi um bocado incisiva para que eu deixasse o perfil fechado, pois alguns alunos estavam comentando. O quê? Nunca foi saber, porque era tudo meio indefinido e confuso mesmo!
A única situação que realmente não tiro a razão, mas ainda teve uma proporção maior (como boa parte das coisas lá) foi quando permiti que as alunas de uma turma jogassem um pouco de Uno antes da explicação e bem, a coordenadora acabou entrando no momento em que elas estavam se organizando para retornar aos seus lugares. Não vou dizer que ela estava errada! Admito que nesse dia já fiquei bem nervosa de dar bem ruim... E olha no que deu né? ahah
Depois de algumas dessas coisas, comecei a me sentir um bocado perseguida, já que qualquer coisinha eu era chamada na sala dela e recebendo um pequeno sermão com uma falta de assertividade tremenda e que lidasse com o que eu sentia com isso. ("Terapeutizada" graças à Deusa!)
Inclusive, até com os meus livros e fato de eu ser escritora houve uma implicância. Obviamente eu comentei que era escritora com os alunos - é algo que faz parte da minha vida, sendo uma profissão paralela - e citei o nome do livro. Se bem que isso nem precisava, porque com cinco minutos pesquisando dá para achar!
O que eu ouvi sobre isso? "Complicado, né, professora?"
(Disse a pessoa que nem sabe que devem estar lendo coisa muito pior pela internet afora aí! Sei que não é para a idade deles e eu disse isso. Tudo bem que eu errei aqui também!)
Foi-se criando uma relação meio tensa e um bocadinho tóxica; não com os outros professores, nem com os alunos; mas com quem coordenava tudo! E bem, são essas pessoas que decidem se você fica ou vai embora!
Isso sem contar que numa das reuniões com professores, senti uma indireta para mim, ao ser falada a frase: "Não gosto de professor legalzinho! E tá cheio de professor legalzinho!".
Acho que já deu meio que para entender o que rolou né? Por isso que fica uma sensação de injustiça muito grande, de que eu não tive a oportunidade de realmente me adaptar e de mostrar o quanto eu sou um professora bem competente!
Sei que não tenho a mínima vocação para tal, mas acabei descobrindo e desenvolvendo aptidão nisso.
Infelizmente, existem lugares onde não nos encaixamos mesmo e é a vida!
Só que realmente ficou uma sensação estranha, porque no dia que fui chamada para assinar a dispensa, as duas coordenadoras estavam atravessando a rua e até pensei que fossem para o colégio, só que elas sumiram. Inclusive, eu queria falar com os professores pessoalmente na reunião do dia seguinte e naquele mesmo dia já fui tirada do grupo, sem nenhuma cerimônia! (Depois mandei uma mensagem individual para a professora de português que foi uma das que melhor me recepcionou lá!)
No dia seguinte, fui devolver os diários - que ainda estavam comigo - e acabei passando mais tarde e já tinha acabado e só estava o professor de inglês (que é meu colega de faculdade) com elas e eu só me despedi e ficou um clima estranho e só!
Isso sem contar que elas já sabiam que eu ia sair e agiram normalmente comigo na sexta-feira anterior.
E sabe o pior? Eu não consigo ser filha da puta com gente assim, não é da minha índole. Não consigo ser injusta, mesmo que a pessoa tenha sido comigo!
Podia ter deixado os diários incompletos e entregue do jeito que estava. Mesmo assim, eu fui deixei tudo atualizado, realmente para não deixar nada pendente!
E bem, já processei tudo isso melhor... Apesar da tristeza e todos os outros sentimentos misturados, sinto que na verdade foi melhor assim! Fica apenas o aprendizado e a experiência!
Não vai ter um grande texto de despedida, só esse enorme desabafo para eu não sair xingando meio mundo e perdendo o meu réu primário!
Já fiz meu demissional e recebi os meus valores de rescisão. Agora é deixar isso para trás e realmente seguir em frente!
E dessa vez, diferente do começo do ano, quero ir com mais calma! Uma coisa que me pegou em janeiro foi um desespero e um medo terrível de ficar sem trabalhar e sem ter como pagar as contas. Claro que esse mesmo medo ainda existe agora, contudo eu respirei fundo e refleti bastante de que eu preciso de tempo... Para mim e para me reorganizar! E sendo bem honesta, quem sabe finalmente trocar de área e ir para uma que tenha mais a ver comigo e de algo que eu gosto muito mais.
Resolvi tirar uns dias para mim, para poder entender isso tudo e o universo me mandou um enorme sinal! Só fiquei pensando naquela trend do "Clareou"!
Uns dias antes de todo o ocorrido, recebi o convite de um amigo autor - Felipe Saraiça - para ir no lançamento do novo livro dele: O Pequeno Príncipe - O Essencial em 60 lições.
Durante o evento fui interagindo com as outras pessoas que estavam lá, sendo a maioria trabalhavam no âmbito editorial e fui bem na cara de pau oferecer os meus serviços como revisora, capista e diagramadora.
Lembro que eu tinha a ideia de seguir com o freela como algo adicional, mas quem sabe não pode ser o meu principal. Finalmente trocando para uma área que eu gosto muito.
Pode parecer que não, mas o mercado de livros aqui no Brasil é bastante movimentado. A última Bienal do Rio foi uma das mais cheias dos últimos anos.
Além disso, foi ótimo entrar em contato de novo com esse mundo que estava de escanteio porque eu tenho muitas preocupações na minha cabeça adulta.
Fiz questão de contar meu livro e pegar o autógrafo! Fiquem com algumas fotos! 
 



 
Bem, e agora estou eu aqui, pensando no que eu posso fazer! Porque eu fui dispensada de novo durante as férias e se fosse tentar uma outra escola, teria que ser agora nesse período.
Só que, sendo bem honesta, não estou com vontade nenhuma. Realmente tomei um outro balde de água fria e repensei de novo se vale a pena continuar numa profissão que me foi dada. Não que eu odeio ser professora - como já disse aqui algumas vezes - eu aprendi a gostar e a fazer isso.
Estava acomodada nesse lugarzinho e nessa coisa pequena; estava me fechando numa caixinha que a vida me deu!
Acho que a minha ideia de pensar numa transição não foi à toa! Acho que essa é a oportunidade para eu finalmente mudar a quantidade de coisas que andam me incomodando e muito nos últimos anos!
Quero voltar a escrever os meus livros da mesma forma que antes; trabalhar com algo que me dê prazer e ânimo e que tenham mais a ver comigo!
A lição que ficou disso tudo é que eu tinha que ter me dado este tempo antes... Não corrido uma maratona maluca que só existia na minha cabeça! Acabou que eu me machuquei ainda mais nessa processo inteiro, porque eu tentei me encolher em uma caixa mais apertada ainda, uma que eu nem sabia qual era o formato certo dela. Ter que desligar uma personalidade inteira, ter que apagar um brilho inteiro só para poder se adaptar.
Não tem como eu não olhar sempre a Pequena Estrela - daquele conto especial de 20 anos que escrevi ano passado - e pensar novamente na luz interior dela, na essência que ela sempre cultiva.
Dessa vez, a luz deu novamente uma vacilada... Só que as pessoas à minha volta que não deixaram ela se apagar!
Porque sim, eu me senti horrível! Sei que dei o meu melhor e não foi o suficiente. Só que eu já superei esse sentimento e não o carreguei-o por mais tempo do que o necessário. A sensação é de que eu me libertei de uma amarra e ainda bem que ela não durou muito!
Então sim, quero me replanejar, montar algum caminho com mais calma, observando mais e pensando mais. E mais importante: sem sair correndo a maratona imaginária! 
Quero finalmente conseguir seguir o meu caminho tão almejado, que é trabalhar com escrita, com livros e tudo o que envolve isso! Atuar plenamente na minha carreira de autora e lançar mais coisas e continuar a escrever as tantas que tenho para contar.
As vontades são tantas: gravar vídeos para os meus canais; lançar o livro que está pronto; jogar os jogos que eu tanto gosto; montar um perfil no insta e um portfólio de Design editorial para mim.
A cabeça está a milhão com as ideias fervendo e eu preciso respirar fundo para a minha própria afobação não acabar me atropelando.
Graças aos meus tantos anos de terapia, sei lidar com tudo isso e sei muito bem que tenho que definir uma lista de prioridades e fazer um pouco de cada vez para que tudo aconteça dentro do que possível para mim!
Espero poder trazer mais novidades sobre os meus livros por aqui, assim como era uns anos atrás, quando eu estava inspirada, com energia e escrevendo bastante. Ainda não retornei com a escrita do jeito que eu queria, ainda não consegui voltar a uma rotina de escrever e acho que agora em Agosto terei que fazer isso na marra!
Sinto que uma brisa de ar fresco e aquela inspiração querendo voltar... Quero aproveitar isso para finalmente movimentar coisas que estão há muito paradas!
Enfim, acho que eu já falei até demais por hoje. Fiz um longo desabafo e escrevi pensamentos demais por aqui hoje. Tem horas que eu realmente preciso botar para fora e a melhor forma de eu fazer isso é justamente escrevendo.
Espero trazer melhores notícias na próxima postagem! 
Até a próxima! 
Beijos 1000!
 
   

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